Geral

Uma oração diante do Presépio

O Angelus – lê-se “ângelus” – é uma devoção que faz memória da Encarnação de Jesus. Rezam-se três versos curtos, intercalados com a Ave-Maria, concluindo com uma breve oração. Tradicionalmente se reza o Angelus três vezes ao dia: às 6h, às 12h e às 18h.

Aqui estamos convidando a todos a rezarem o Angelus diante do Presépio, em família – não necessariamente nos horários tradicionais, mas conforme a possibilidade da família.

Como rezar?

É bom começarmos e terminarmos as orações fazendo o Sinal da Cruz! Estando em família, uma pessoa pode falar os versos, e a parte em negrito todos rezam. Diante do Presépio, fica fácil a meditação do que se está rezando:  Anunciação

O Anjo do Senhor anunciou a Maria
e Ela concebeu pelo Espírito Santo.
Ave Maria…

Eis aqui a Serva do Senhor,
faça-se em mim segundo a vossa palavra.
Ave Maria…

E o Verbo Se fez carne
e habitou entre nós!
Ave Maria…

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.

OREMOS: Infundi, Senhor, em nossas almas, a Vossa graça, a fim de que conhecendo pela Anunciação do Anjo a Encarnação de Jesus Cristo, Vosso Filho, cheguemos, pelos merecimentos de Sua Paixão e morte na Cruz, à glória da ressurreição.
Pelo mesmo Jesus Cristo, Senhor nosso. Amém.

 

 

História

Encontramos possíveis origens para o costume de se rezar o Angelus:

1) Em 1269, São Boaventura recomendou que se convidassem todos os fiéis católicos a imitar o costume franciscano de se rezar três Ave-Marias quando soasse o sino ao entardecer.

2) No século XIII, o Papa Gregório IX ordenou que os sinos de todas as paróquias tocassem todos os dias à mesma hora, para que os fiéis recitassem o Pai Nosso e três Ave-Marias nas intenções dos cruzados e dos católicos da Hungria.

3) No século XIV se adotou o costume monástico de rezar três Ave-Marias quando o sino tocava para a oração da manhã.

4) A oração das Ave-Marias às 12h é a mais antiga e está associada à devoção da Paixão de Jesus, ligada ao toque do sino ao meio-dia nas sextas-feiras.

Somente no século XVI se uniu a prática desses três momentos de oração.

Os papas Bento XIV, Leão XIII e Pio XI concederam indulgências parciais para a recitação de cada horário, e uma indulgência plenária para quem recitar o Angelus (nos três horários) diariamente por um mês.

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