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Epifania do Senhor

“Vimos a sua estrela no Oriente
e viemos adorá-lo” (Mt 2,2)

A figura da estrela que guia os magos é o “sinal de Deus”, revelador do início de uma nova caminhada espiritual. Na cultura oriental, o símbolo da estrela tinha duplo sentido: nascimento e luz. Em Jesus, esses sentidos se entrelaçam.

A estrela some em Jerusalém

Em determinado momento, os magos parecem “desprezar” a condução de Deus (a estrela), pensando em encontrar segurança apoiando-se em auxílios humanos. Assim, entram na grande cidade de Jerusalém, dirigindo-se ao palácio de Herodes para pedir informações.

Considerando também que o palácio era um lugar em que as virtudes não eram conservadas, e que o Espírito de Deus não habita onde há pecado e opressão, torna-se fácil entender o desaparecimento da estrela nesse momento. Tanto assim que, depois de partirem do palácio, deixando para trás suas coisas materiais e seus pecados, os magos puderam ver, outra vez, a estrela-guia. Eles perseveraram em sua busca, e a estrela os conduziu até onde estava o Menino.

Ouro, incenso e mirra

A Igreja adora Jesus pela metáfora dos símbolos da Epifania, reconhecendo sua realeza (o ouro), glorificando sua divindade (o incenso) e louvando sua encarnação, paixão e morte (a mirra) por amor aos homens. Por esses três fatores principais, mesmo sem compreender bem o mistério, também os magos e os pastores o adoraram.

Ouro, incenso e mirra
Ouro, incenso e mirra

O ouro, reconhecido atualmente como símbolo de riqueza, acaba nos sendo motivo de queda pela ambição de poder. Por isso, seja todo nosso ouro depositado aos pés do Menino, para que não nos escravizemos com seu brilho.

O incenso também é desejado pelos homens, na forma de elogios e adulações, louvores e agradecimentos, prazeres e admiração, numa verdadeira idolatria! Mas “nada é adorável fora de Deus”. Mortifiquemos nossa soberba, doando nosso serviço, orações e serviço como incenso perfumado ao Deus-Menino.

A mirra, símbolo de sofrimento, essa não queremos para nós, mas a impingimos ao próximo com nossos pecados. Porém, assim como a mirra foi aceita e fez parte da vida de Jesus, também a mirra faz parte da caminhada da Igreja e dos cristãos – junto com o ouro e o incenso.

Voltaram por outro caminho

Ninguém, tendo se deslocado para encontrar a Deus, segue em caminhos de pecado e erros como antes de se encontrar com Ele. O fato dos magos terem retornado a suas terras por outro caminho, depois de adorar o Menino, representa a conversão de vida, a descoberta de uma nova rota, o seguimento do verdadeiro Caminho que é Jesus.

Texto publicado pela primeira vez no informativo Mater Amabilis
– boletim informativo do Apostolado da Nova Evangelização no Brasil
Fontes consultadas:
O Mistério do Natal, de São João de Ávila (Ed. Quadrante)
A revelação de Jesus na visita dos “Reis Magos” a Belém, de Antônio Mesquita Galvão (Ed. Ave Maria)

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